Série: Alice
Episódio: À Flor da Pele [Fim da Temporada]
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 13 (1x13)
Emissora: HBO
E chegamos ao fim de uma das melhores séries brasileiras, afinal a HBO mandou muito bem em todos os quesitos, desde a escolha dos roteiros, que tem lá suas falhas, mas mostra uma São Paulo/SP linda e símbolo do futuro nacional, até a escolha dos atores para o elenco principal, tirando o ator que faz o Duda, irmão de Alice. Curtir "Alice" é como viajar por milhares de histórias, pois desde o começo não me canso de falar que tenho um pouco de Alice em mim, pois sou do interior de Minas Gerais (Patrocínio do Muriaé) e vim arriscar algo nessa cidade acolhedora.
ALICE:
- Ficar órfão de pai e de mãe é estranho. Dá uma sensação de liberdade, de não precisar agradar ninguém. Mas dá também uma sensação de buraco. Uma falta. Parece as vezes que não tem nada no mundo pra encher esse buraco.
Um ano se passou desde que Alice chegou a São Paulo e desde que seu pai, Ciro, faleceu, e tudo mudou muito rápido. Até mesmo a amizade dela com Nicholas (Nique) está um pouco abalada, mas como ele mesmo diz em seu apartamento, ninguém consegue deixar de gostar dela, mesmo agindo feito uma louca. Os dois acabam se entregando e tendo a primeira noite de amor deles, que foi bonita e bem feita, aonde tudo ajudou, da iluminação a trilha sonora.
São Paulo continua como uma linda personagem secundária, aonde ângulos e locações ajudam a deixar a cidade divina e encantadora.
No Brechó Christiania, Alice ajuda a Tia Luli com os preparativos da cerimônia de união dela com a Dora e fica surpresa em saber que a Joana está cooperando. O problema é quando a Tia Luli conta a verdade sobre a morte de Mariana, mãe de Alice, para a garota. Alice achava que a mãe tinha morrido de alguma doença cardíaca, mas na verdade ela morreu em um acidente de carro nas dunas do Jalapão, no Tocantins.
Sabendo da verdade, a primeira coisa que Alice faz é voltar a Palmas/TO para olhar na cara de sua avó, Glícia. Na casa da avó, Alice até que tenta disfarçar o motivo de sua viagem, lembrando do que já se passou com ela por ali e contando as novidades, mas assim que tem uma oportunidade, ela conversa sobre a morte da mãe. Glícia fica sem jeito e com medo da neta não perdoá-la pela mentira, continua focando na mentira.
Depois de muita insistência e raiva da Alice, Glícia acaba cedendo a gritaria da neta e conta que Marina morreu mesmo em um acidente de carro, mas aí o foco muda, pois Alice quer saber se o Ciro tem algo a ver com isso. Glícia conta que o Ciro apareceu depois de um tempo que Marina largou ele em São Paulo, e ele queria levá-las de volta. Então Marina pegou seu carro e sumiu sem avisar ninguém, conseguindo que o Ciro fosse embora, mas nisso ela faleceu lá e só uma semana depois acharão o carro dela sem ela. Mais de anos depois Glícia não encontrou o corpo da filha, então inventou a mentira.
Ciro tentou levar ainda as crianças, mas Glícia não deixava e assim ele foi ficando deprimido e o tempo passando com essa mentira. Alice fica sabendo aonde encontraram o carro de Marina, mas Glícia não conta e Alice chora desesperada por toda a mentira. A cena foi bonita e tocante, difícil não ficar emocionado, mas não algo que tenha me feito chorar.
Neste episódio Palmas também teve seu momento estrela, mostrando uma cidade gostosa e aconchegante. Alice encontra Janice e Duda na praia, mas não tem coragem de contar ao irmão o que houve.
A noite, Alice tenta dormir, mas não consegue, e Glícia aparece no quarto para saber se está tudo bem, mas ela mente. No dia seguinte, Alice viaja para o Jalapão a procura de maiores informações sobre sua mãe.
Depois de sol escaldante, chuvas, estradas de terra e dúvidas, muitas dúvidas, Alice chega a casa de uma tal Dona Elôa, conhecida do seu guia, Júlio. Conversando com a tal Elôa, Alice descobre que Marina esteve por ali, parou depois das dunas sem combustível e sem sua mãe. Muitas pessoas foram buscar Marina, mas ninguém achou sua mãe, podendo ela ter sido comida até mesmo por uma onça.
Mais a noite, Júlio quer descansar, mas Alice não abaixa a cabeça, sóp que por sorte ele tem a cabeça no lugar e não se coloca em risco. Só que a cabeça dura finge dormir e quando acorda se coloca a caminhar sozinha.
Chegando as dunas, Alice caminha horas e mais horas e com isso começa a ter alucinações por conta do sol forte, mas nessa jornada, somos apresentados a um pouco do que Marina sofreu em sua época. Essa jornada é a busca espiritual de Alice, para encontrar o seu verdadeiro eu, e por isso é mais difícil do que simplesmente chegar perdida a São Paulo. Depois de muitas, mas muitas horas, Alice encontra algo e desmaia, e só mais algumas horas depois Júlio e um outro rapaz a encontra no meio da duna.
Alice é levada de volta para Palmas e se desespera ao descobrir através de Duda que sua avó, Glícia, passou mal. No quarto do hospital, Alice pede desculpas pelo stress causado e Glícia compreende, entregando logo em seguida um papel para que Alice leia depois, pois Raquel e Duda entram no quarto.
Sozinha no corredor do hospital, Alice lê a carta que sua mãe deixou para Glícia antes de ir embora. Alice lê tudo e fica chocada, pois tudo o que Marina queria era ficar sozinha, longe do Ciro, mas que amava muito os filhos, mas que esse tempo longe a faria voltar ainda melhor.
Alguns dias depois, Alice e Duda levam Glícia de volta para casa e por uns tempos Alice volta a aproveitar Palmas como nunca, mas antes pede desculpas para a avó e as duas ficam ainda melhores do que antes, pois Alice deixa claro que sempre teve um pai e uma mãe ao lado da avó. Para descontrair o clima, Glícia conta que o Elder lhe chamou para viajar e as duas riem de felicidades.
Antes de voltar a São Paulo, Alice pede a avó que não conte nada para o Duda. Antes de embarcar, Alice conhece um rapaz na área de embarque que assim como ela no ano anterior, está indo pela primeira vez a São Paulo. No avião, Alice reflete sobre o quanto descobriu sobre seus pais nessa ano que passou e só então percebeu que não foi órfã.
ALICE:
- O deserto e o luto acabaram. Quero ficar com as pessoas que eu amo. Quero estar presentes quando elas encontrarem o caminho delas também.
O casamento estilo oriental da Tia Luli e da Dora foi muito bonito, misturando Japão e Índia, depois foram passar lua de mel no Nepal e voltaram querendo adotar um bebê. A Joana está cuidando dos papéis e está saindo com um pagodeiro de Itaquera chamado Marcinho.
Regina Célia (Celinha) deu seu primeiro beijo no dia do casamento e desde então não desgruda do Álvaro. Já a Irislene (Iris) confessou para Alice que o homem de sua vida sempre será o Ciro, mas tem se satisfazendo com outros homens.
Renata surtou com a perda dos projetos dos Italianos e enfiou na cabeça que Angel não voltou para a Guatemala e que está vivendo na Môoca. Monique, sócia de contrato com Alice, divide o tempo com o hospital e a Wonderland, mesmo sendo zueira.
Marcela (Ma) chutou a carreira de modelo e enfiou na cabeça que vai ser atriz e está ensaiando um espetáculo com o Téo, e o pior é que só os dois entendem o que acontece naquilo. A Dani de vez em quando manda um cartão de Barcelona dizendo como tudo está indo bem e fazendo o Téo e a Ma brigarem por terem deixado ela ir.
Já o Nique, se tornou o grande amor dela, sendo o único a saber de todos os seus segredos, ou melhor, ter as chaves do coração de Alice.
Nenhum comentário:
Postar um comentário